goela
finjo que não existo
a solidão do tempo não assusta
observo os dias, eles passam
brinco de morta
ignoro os sonhos
invento avisos
telefone toca, deixo-o tocar
Que toque até ficar rouco.
finjo que não existo
a solidão do tempo não assusta
observo os dias, eles passam
brinco de morta
ignoro os sonhos
invento avisos
telefone toca, deixo-o tocar
Que toque até ficar rouco.
o que dizem os espaços em branco? as vezes escuto quando gritam “não existimos”. se gritam outras coisas eu não sei - jamais ouvi, afinal, espaços em branco não existem.
a beleza tão imponente
pesa seus ombros
enchem os olhos
o mistério
sorrir sem saber